
O Poeta deve, acima de tudo, ser possuidor de uma dor verdadeira.
Não sendo possuidor de uma dor verdadeira, deve inventá-la.
Não sendo capaz de inventá-la, deve desistir de ser Poeta.
Ora isso
(Desistir de ser Poeta por incapacidade de sentir
Ou de inventar uma dor verdadeira)
Dói sempre
(Dói, verdadeiramente dói)
A um Poeta.
Coimbra, 23 de Março de 2010.
Joaquim Jorge Carvalho
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