quinta-feira, 14 de julho de 2011
Varanda coimbrinha
Da esplanada exterior do Fórum, um borrão de céu interrompe o dia funcionário que (me) estava sendo. O Mondego espreguiçando-se. Algum sol ainda contra as sete e meia da noite. As casas roçando umas nas outras, naquela inclinação que a torre, sobranceira, mal vigia. Carrinhos como de brincar percorrendo, pachorrentos, a ponte muito santa e muito clara. Um casal de namorados, a dois metros da minha escrita, em hormonal idílio, inaugurando uma coisa seminal qualquer (versos, espermatozóides, sonhos, famílias, ressentimentos, silêncios, música, dádivas, dívidas).
Coimbra, pois. Sou aqui.
Coimbra, 13 de Julho de 2011.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.panoramio.com.]
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