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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Data querida


Sou uma casa. Sou uma casa já um pouco velha.
Não me é possível ser para sempre uma casa nova, como outrora fui, mas dá gosto ver que as paredes se mantêm erguidas e fortes, que o telhado resiste à bruta invasão do tempo, que há ainda dentro de mim uma espécie de refúgio interior imune à passagem das horas.
À volta da casa que sou, há flores. São já parte da casa. A casa parece, com as flores em redor, mais nova e mais bonita. O próprio tempo parece uma circunstância amável, cúmplice de nós.
Vieste para a minha vida como flores. Sou, por isso, uma casa com flores à volta. E somos (agora também com aquela jurista bonita da DECO) uma casa digna dessa condição quasimortal.
Obrigado, meu amor, por teres vindo para sermos.


Arco de Baúlhe, 25 de Junho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.fernandompinto.buzznet.com.]

2 comentários:

José Carvalho disse...

Genial sem duvida, "Data querida" é sem sem duvida um registo perfeito do teu ser.
Um abraço
Lobo

Joaquim Jorge Carvalho disse...

Obrigado, amigo. E abraço!
JJC