Bússola do Muito Mar

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Número de Ondas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

4 fragmentos da vida urbana




1. Hipermercado

A matriarca distrai-se a verificar algumas minudências técnicas dos iogurtes e, quando retoma a marcha, empurra com a carteira um cartaz que diz “Promoções – 10% de desconto no seu cartão”. Ela bem se apercebe da desarrumação que causou e talvez hesite por um segundo, mas acaba por encolher os ombros e seguir. O filho vai atrás. Não tem mais de doze anos, mas claramente reprova a incúria da mãe. De modo discreto, levanta do chão o cartaz e recoloca-o no lugar onde antes estivera.
A mulher, já na zona dos gelados, chama-o, zangada por ele ter ficado para trás.

2. Estrada

À minha frente, vai um utilitário azul, de matrícula recente. Assisto, enquanto conduzo, a um ataque de fúria do (imagino) marido, que divide o olhar entre a estrada e (imagino) a esposa, gritando e gesticulando como um macaco em guerra. Da pobre destinatária desta ira só vislumbro a cabeleira loira caindo pela esquerda do banco. À rotunda que contornamos ao fundo do Monte Formoso, o homem dá uma espécie de safanão à mulher e, de indicador em riste, vocifera (imagino) ameaças terríveis.
Deixo de assistir ao drama logo a seguir porque tomo o caminho da baixa e o outro carro ruma à auto-estrada.


3. Estação Velha

Uma moça de uns trinta anos grita ao telemóvel. Insulta alguém, obviamente, e noto-lhe por segundos um fio de saliva selvagem escorrendo-lhe dos lábios. Eu e os taxistas ouvimos distintamente, no discurso da rapariga, epítetos como “porco” e “vigarista”, enviados (como pedras) pelo aparelho. Do outro lado, alguém lhe deverá ter dedicado os mesmos mimos porque, ditos pela moça, aparecem na forma enfática de “Tu é que” (“Tu é que és porco”, “Tu é que é vigarista”).
Apesar de tudo, há ali algo de feminino e belo, sobretudo quando ela, talvez para recuperar o fôlego, levanta o rosto para o céu e inspira profundamente.


4. Peões

Um rapaz e uma rapariga (ambos altos – ele vestido sei lá como; ela graciosa como uma gazela no National Geographic, de saia vermelha, comprida e fina, toda colada ao corpo) atravessam a estrada a correr, indiferentes ao claxon de um (talvez) delegado de propaganda médica vestido de Renault Mégane. Ouço-lhes as gargalhadas já no outro lado da avenida, no passeio fronteiro à estação rodoviária.
Ela sacode o cabelo, talvez com calor. Ele beija-a (por mim), como é sua obrigação.

Coimbra, 25 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.panoramio.com.]

terça-feira, 24 de julho de 2012

Reencontro




Há quinze anos que não o via. Foi em tempos um jogador de futebol a quem, nos distritais de Coimbra, se adivinhavam glórias mundiais. Bom conversador, galã emérito e razoável contador de anedotas, muito brilhava no Café Lusa-Nova perorando sobre desporto, mulheres, férias de Verão.
Quando comecei a jogar no União de Coimbra, ele achava que inevitavelmente eu próprio viria a cumprir o seu anunciado destino (entretanto devindo outra coisa, como por norma sucede aos seres humanos). Na sua previsão, eu acabaria num Sporting, num Benfica ou num estrangeiro.
O melhor de tudo foi eu ter conseguido, com apenas dezassete anos, o direito a fazer parte do grupo mais engraçado do Café. Mais velho que eu dez ou onze anos, o A. deixou-me entrar no seu círculo de charlas, rindo-se das minhas piadas e escutando até em silêncio uma qualquer opinião sobre Eça de Queirós. (Disse-me, certa vez, que era para si um completo mistério isto de eu ler tantos livros e simultaneamente gostar de futebol como gostava).
Soube agora que está há uma década em Tenerife e que aí trabalha na área da construção civil. O seu discurso já soa um bocadinho a castelhano verdadeiro (e não tenho a certeza de que o fenómeno seja inteiramente involuntário). Mantém o sentido de humor e, apesar de a cabeleira já lhe rarear e de o penteado muito ter encanecido, lá continua a mirar a paisagem feminina com a gula de um lobo jovem.
Em verdade vos digo: foi um prazer conversar com este amigo, ali pela manhã quente da Rua Visconde da Luz. Regressa a Tenerife no final de Julho e só voltará à (nossa) cidade em Dezembro, se o patrão deixar.
À despedida, rindo, desejo que não sejam precisos outros quinze anos para nos reencontrarmos. Ele exclama:
- Assim não há-de ser! Coño!

Coimbra, 24 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem é de Os Amigos de Alex (no original, The Big Chill), filme de 1983 que Laurence Kasdan realizou.]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Frio

É tão frio quando já é tarde
Tão inverno sermos flores caídas.
É uma profunda dor ser-se só olhar
E trocar-se o amor por fotografias velhas…

É tão mais frio quando já é nunca
E, em vez de sermos, apagamos
A luz.

Coimbra, 23 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[O poema foi escrito em  1997. A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.poesiapensamento.blogspot.com.]

domingo, 22 de julho de 2012

Corrida


Corre enquanto o corpo preste
(Do Choupal a nunca mais).
Mal sabes de onde vieste
Nada sobre aonde vais!

Coimbra, 23 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.cantigasdomaio.blogspot.pt.]

sábado, 21 de julho de 2012

Beijinho à Odete

A professora Odete Figueiredo é minha colega na Escola Básica de Arco de Baúlhe. Ao longo de uma década, habituei-me a ouvi-la falar de sua mãe. Percebi que se tratava de uma preocupação constante, apenas equiparável – no meu imaginário – à que sinto pela saúde e bem-estar da minha única filha.
Com os anos, bem sei, tornamo-nos encarregados de educação (também) dos nossos pais. E estes, com o tempo, tendem a tornar-se frágeis como cristal muito fino.
A Odete andava há algum tempo com aquela tristeza que os humanos inevitavelmente sofrem perante a inevitabilidade do fim de quem amamos.
Soube que a mãe da Odete partiu ontem. A perda de uma mãe, como a entendo, é um tsunami grande. Um tsunami velho e universal.
Eu estou aqui contigo, Odete, vizinho absoluto da tua Dor.

Coimbra, 21 de Julho de 2102.
Joaquim Jorge Carvalho
[Foto da Odete, durante uma visita de estudo a Ribeira de Pena com os nossos alunos do 7.º ano.]

José Hermano Saraiva, Professor



Sou do 25 de Abril quase da mesma maneira como sou de Coimbra, do Sporting, da minha família e dos meus amigos. E sei que José Hermano Saraiva, ontem falecido, era assumidamente uma pessoa "do Estado Novo".
Dito isto, quero dizer que me habituei a telever e a ler o professor José Hermano Saraiva com invariável sentimento de prazer e admiração.
Não é preciso estarmos sempre de acordo para admirarmos quem é digno da nossa admiração. E nenhuma ideologia ou cartilha de oportunidade podem substituir-se ao meu próprio juízo livre.
José Hermano Saraiva foi um português que, como bem disse um filho seu, ajudou os portugueses a gostarem um pouco mais de si próprios.

Coimbra, 21 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A primeira imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.acorianooriental.pt. A segunda imagem foi colhida na wikipédia.]

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Daniel com Graça









O Daniel Abrunheiro é o maior poeta português vivo e um dos melhores poetas dos séculox XX e XXI. Casou-se hoje com a formosa Graça. Estive no casamento e, mais ou menos por acidente, tive a honra de ser padrinho.
Foi um dia bom e limpo.
Deixai que vos explique este privilégio: se eu tivesse nascido por alturas de 1887, e se Pessoa tivesse chegado a casar com Ophélia (aí por 1930, por exemplo), e se eu fosse amigo muit'antigo do poeta da "Tabacaria", estaria talvez no casamento desse outro génio e a honra seria a mesma. Daqui a um século, irmãos, percebereis o que ora vos digo.
Felicidades, Daniel e Graça.

Coimbra, 20 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[Fotos da MP.]

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sete poemas em vez do silêncio

Dia de voltar a Coimbra. Arrumações. Livros e papéis. Papéis para conservar e papéis para deitar no Papelão.
Entre milhares de folhas, salvo (nem sei porquê) algumas com versos (ou rascunhos de versos). Leio-os no silêncio da cozinha, ante os montes habituais. São 11 poemas datados de 1997. Comove-me ouvir a voz de um outr’eu que algures fui. Identifico-me com o poeta aqui e ali.
Enfim, trago sete destes discursos, para já, ao Muito Mar. Não é este um mau destino, se considerarmos a alternativa que era o contentor do outro lado da rua.

POEMA 1: Do Mundo

Sabes, Deus?
O meu problema é a beleza estar tão disseminada –
Custa-me tantinho concentrar o olhar
E o sangue!

POEMA 2: Dos Outros

Vinde até mim pelo lado das virilhas
E contai-me histórias inteligentes,
Sim?
Erectentenderei então a vida
E os outros
E habitarei essa casa maluca de ter saudades.
Se me quereis querendo-vos como devo
Conquistai-me como deve ser.

POEMA 3: Do Amor

O amor é uma flor com dentadura feliz
Em lugares com asas;
O sorriso das flores é prévio a morder
O coração das casas.

Uma metáfora é no amor um trem fértil:
Os moradores de sentir vivem-viajam em trilhos
E habitam o próprio movimento.

A chave de tudo está naquele desejo das flores sorrindo
E na imprudência de olhando-as morrermos devorados –
Tão belas são as mortes perfumadas e às cores!

POEMA 4: Do Régio

Não venhas por aqui,
Diz-me Régio com olhos baços –
E eu olho Régio com olhos lassos
(Há nos meus olhos ironias, não cansaços)
E abro os braços
E voo por ali!

POEMA 5: Do Estatuto do Poeta

O Poeta deve ser possuidor de uma dor verdadeira.
Não sendo possuidor de uma dor verdadeira, deve inventá-la.
Não sendo capaz de inventá-la, deve abdicar de ser Poeta.
Ora isso
(Abdicar de ser poeta por incapacidade de sentir
Ou por incapacidade de inventar uma dor verdadeira)
Dói sempre (verdadeiramente dói)
A um Poeta.

POEMA 6: Da Morte

Morri há minutos.
Escrevo que morri há minutos
Como?
Estou a ver-me morto
Há minutos morto
E alguém (que sou eu)
Segura-me
Evitando que caia.
Aquele que não morri
Parece desesperado,
Mãe.
A morte está ali à porta
Quase irónica (digo:
Quase irónica, mas não:
Parece também hesitante e confusa).
A porta hesita entre fechar-se ou
Não estar ali.

Levanto-me da cama
E escrevo num canto do jornal:
Fazer um poema com isto.

POEMA 7: Da Acta

E nada mais havendo a acrescentar
Deu-se por encerrado este dia
Que depois de querido e gasto
Falecerá às mãos de Deus
E de mim que o secretariei
Aliás sofri.
(Datar e adormecer.)

Ribeira de Pena, 19 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.jornale.com.br.]

quarta-feira, 18 de julho de 2012

In-dependências

Diz-nos a História de todas as seitas que os convertidos mais recentes tendem a ultrapassar, em entusiasmo e militância, os seus mais antigos defensores.
Não por acaso, os chamados cristãos-novos, na Idade Média e até em períodos posteriores (que chegaram, pelo menos, ao século XVIII), eram alguns dos mais diligentes perseguidores de judeus & derivados.
Tratar-se-ia talvez de uma pulsão sobrevivente: os novos “cristãos” quereriam mostrar serviço, provar aos outros (e quiçá a si próprios) que eram tão puros e notáveis como os (insuspeitos) “cristãos velhos”.
Lembrei-me disto ao ver-ouvir Carlos Abreu Amorim, num programa da RTP Informação, no passado dia 16. Indignado com os ataques a Miguel Relvas, o dito Amorim - ex-comentador e novel deputado – acusava a comunicação social, a Impresa, a esquerda (os socialistas e os comunistas) de um conluio genérico e vil contra o ministro.
Por mim, que tenho passado muito tempo a atacar, como posso, o ministro Miguel Relvas, custou-me não haver, naquele catálogo dos perseguidores, um grupo em que eu pudesse incluir-me confortavelmente. Receio que o senhor Amorim não visite o Muito Mar. Mas eu leio-o e ouço-o há muito tempo. Lembro-me dele a atacar gordamente (e com a minha entusiástica concordância) a falta de ética de Coelhos, de Varas, de Sócrates. E, confesso, tenho saudades daquele seu ímpeto crítico e livre.
Percebo que aquele senhor é agora deputado do PSD, vice-presidente do grupo parlamentar. No seu afã de agradar aos novos chefes, ataca até o guru Marcelo, um excêntrico que ousa pensar pela sua própria cabeça.
Custa-me pensar, a posteriori, que aquela antiga independência seria apenas (talvez, talvez) uma obesa candidatura às listas do partido laranja. Pobre Amorim rico.

Coimbra, 17 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.dinheirovivo.pt.]


terça-feira, 17 de julho de 2012

Castelos que eram para sempre


Em menino brincava com a areia da praia
em Mira, à beira-mar, no regaço
dos olhos maternos, sob o sol
infinito daquela felicidade original.

Fazia castelos então definitivos, mãe -
E tu eras tão linda como um livro amável:
Vinhas comigo molhar os pés e rias-te
Se a tia Rosário molhasse a saia preta.

Guardei conchas daquele tempo, mãe
(Depois perdi-as). Agora lamento tudo
Sem razão nenhuma senão haver sol
Na nossa rua, mas já não o mar.

Coimbra, 17 de Julho e 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.artexavegapraiademira.blogspot.com.]

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Contrafacção



Como certa roupas, determinados óculos e alguns relógios, há muita poesia de má qualidade e falsa. Incautos espíritos poderão, por instantes, confundi-la com versos sérios e grandes, mas facilmente se descobre a mediocridade do material e a incompetência da confecção. Assim:
a) Vestimo-nos de certos versos e eles não vão bem com a alma (curtos nos sonhos, desajeitados nas mágoas, descosidos na música).
b) Olhamos através deles e vê-se quase nada, ainda que às cores.
c) As horas, essas, nunca estão certas.

O bom gosto é a ASAE da poesia.

Coimbra, 16 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.dn.pt.]

domingo, 15 de julho de 2012

A hera de Sophia



Tropeço, quase sem querer, num poema de Sophia, que como quase sempre consegue inundar-me de luz e grandeza. O poema (datado de Maio de 1997) diz:
“A meticulosa beleza do real
Onda após onda pétala a pétala
E através do pano branco do todo
A sombra área da hera
Tecedora incessante de grinaldas.”
(In O Búzio de Cós e outros poemas, Lisboa, ed. Caminho, 1997.)
Recolho daquela música perfeita de versos feitos com olhos, pele, coração e muita muita lucidez, a ideia de o Tempo ininterruptamente se ocupar da Criação. A hera (física e simbólica) representa essa constância. A vida vai-se fazendo, pétala a pétala e onda a onda, consubstanciando-se num certo crescimento – ascendente – entre o chão e o céu.
Mas a minha leitura cruza-se, hélas, com o telejornal, isto é, com crise, desemprego, despudor dos poderosos, pobreza, cínicos mercados. Ocorre-me que o nosso tempo prefere o rasteiro chão ao limpo sol, ao justo céu. Que somos, hoje, uma era sem hera.

Coimbra, 15 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.abencerragem.blogspot.pt.]

História de amor


A prima Marília veio a Portugal vender uma casa e um terreno que o avô Fernandes lhe deixara há vinte anos, nas imediações da Figueira da Foz. Era uma senhora divertida, já idosa, emigrada no Brasil desde muito pequena. O senhor Valter dos correios insistiu muito com a familiar: que viesse a Coimbra para falarem, para elaver a Gracinda, para irem às queijadas de Tentúgal. A resposta foi que talvez, mas puxa, cê sabe, as viagens nessa idade custam p’ra caramba – e depois lá veio mesmo, saindo do comboio à Estação Velha.
Ficou um dia apenas com a família conimbricense. Antes de embarcar no alfa para Lisboa, quis ainda tomar um suminho num Café próximo da residência do primo.
A dona do estabelecimento tinha a bonomia de um inspector da Gestapo. Gritava com a empregada, discutia ao telefone com um fornecedor de cerveja, impacientava-se perante hesitações dos clientes juvenis na hora de escolher a marca de um gelado.
A emigrante no Brasil escandalizou-se com o berro que a matrona ao balcão dedicou à empregada e falou:
- Minha quirida, cê tem dji tê calma, meu bem. Todo o mundo precisa dji amor.
Respondeu-lhe a proprietária, tonitruante como um furacão bíblico:
- Ó minha senhora, temos aqui café, chá, sumos, bolos, sandes, tostas, sopas e salgados. Amor não temos!

Coimbra, 14 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.idetoni.blogspot.pt.]

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sextilha para Soares de Passos


Era de pedra vera
A estrada
Por onde o poeta ia -
E de pedra também era
O coração da amada
Que o não queria.

Arco de Baúlhe-Ribeira de Pena (em viagem), 13 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.infopedia.pt.]

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Parábola das equivalências


Quando disseram ao cábula que o curso era de três anos, ele exclamou:

- Equivalha-me Deus!”

Arco de Baúlhe, 12 de Julho de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.umsonhochamado matilde.blogspot.pt. Escrevi o  texto a 10-07-2012 e publiquei-o nesse dia em primeira instância, no Facebook.]