Soube-se agora: vários nomes obviamente associados ao arco (político-partidário) do governo foram "nomeados" para a administração da EDP.
O senhor primeiro-minstro já disse que se tratava de coincidência e que o seu governo não meteu prego nem estopa nas escolhas.
O povo não acredita (chinesices de gente pobre).
Vale contudo a pena referir que o salário de Sua Excelência Eduardo Catroga vai andar à volta dos 650 mil Euros anuais, valor que acumulará, sem remorsos, com uma pensão de cerca de dez mil Euros mensais.
A questão é que este foi um dos senhores que, alto e bom som, lembrou ao povo que era preciso fazer sacrifícios para salvar o país. Que terão a dizer, sobre o assunto, os desempregados portugueses? Ou os cidadãos que não conseguem fazer face aos aumentos de medicamentos e taxas moderadoras, rendas de casa, portagens?
Assistimos, senhores, à morte do chamado "grau zero" da vergonha. Abaixo desse limiar há uma coisa a que, à falta de outro termo publicável, chamarei Nojo.
A nossa modernidade é isso: um Nojo.
Ribeira de Pena, 12 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.makejetomosso.wordpress.com.]











