Bússola do Muito Mar

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Número de Ondas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Grau abaixo de Zero


Soube-se agora: vários nomes obviamente associados ao arco (político-partidário) do governo foram "nomeados" para a administração da EDP.
O senhor primeiro-minstro já disse que se tratava de coincidência e que o seu governo não meteu prego nem estopa nas escolhas.
O povo não acredita (chinesices de gente pobre).
Vale contudo a pena referir que o salário de Sua Excelência Eduardo Catroga vai andar à volta dos 650 mil Euros anuais, valor que acumulará, sem remorsos, com uma pensão de cerca de dez mil Euros mensais.
A questão é que este foi um dos senhores que, alto e bom som, lembrou ao povo que era preciso fazer sacrifícios para salvar o país. Que terão a dizer, sobre o assunto, os desempregados portugueses? Ou os cidadãos que não conseguem fazer face aos aumentos de medicamentos e taxas moderadoras, rendas de casa, portagens?
Assistimos, senhores, à morte do chamado "grau zero" da vergonha. Abaixo desse limiar há uma coisa a que, à falta de outro termo publicável, chamarei Nojo.
A nossa modernidade é isso: um Nojo.

Ribeira de Pena, 12 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.makejetomosso.wordpress.com.]

Metáfora óbvia


O mundo (repito repito repito) é metáfora do mundo.
O clima, por exemplo. Este clima. Um frio que invade tudo, todos. O vento soprando como bofetadas. O cão do Inverno mordendo pele, ossos, sangue.
Caracolizamo-nos. Regressamos, pelo tempo que for possível, à casca protectora. Defendemo-nos. Hibernamos moderadamente.
E vamos ansiando pelo sol. Vamos fazendo contas até ao Verão.
Olhai que este clima, lido bem, é mais que este clima. É o monte Calvário da nossa circunstância. Nossa, isto é, de nós individualmente ou como família. Ou como povo.
Este clima, este frio, este défice de sol.

Ribeira de Pena, 12 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[Esta imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.sylvie-stuff.blogspot.com.]

Malhas que a noite tece


Anoitece mansamente pelas seis da tarde.
Vejo a luz dissolvendo-se em noite, em nada.
Pouco a pouco, candeeiros públicos começam a funcionar e, nos lares que o olhar alcança, acendem-se outras luzes. Luzes, digo, daquelas adivinhadamente impregnadas do secreto aconchego que sempre haverá no âmago milenar das casas.
Tenho saudades de voltar para a minha casa de há trinta e cinco anos, no ocaso do dia, viajando de eléctrico ou de trolley, de autocarro (número 2 – Pedrulha).
A luz da cozinha trazia a Mãe à porta e havia a televisão ligada, o odor a sopa nova (talvez caldo verde), o barulho de crianças na velha ladeira entre a rua e o pátio.
Talvez a minha filha haja passado, também, por este país tranquilo e amável – e eu próprio tivesse sido para si parte do encanto que era ela chegar a casa.
Hoje em dia, eu e a MP estamos, as mais das vezes, incompletos. A VL saiu do berço e nós ficámos atordoados como decerto ficam as andorinhas em final de Verão. Que fazer aos olhos, às mãos, ao tempo?
A distância entre nós e os que amamos é um mar muito triste e, por vezes, corrosivo. (O telemóvel é, nesta contemporaneidade tão delicada, uma espécie de bóia que nos salva de dar em doidos!)
Anoitece mansamente pelas seis horas da tarde.

Cabeceiras de Basto, 10 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.flickr.com.]

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Riso às vezes


Ando tristemente pela estrada
No colo chaplinesco da Beleza.
Às vezes solto alguma gargalhada
Mas tal, até em mim, é uma surpresa -

Porque é sobretudo o estar triste
A minha verdadeira natureza
E o meu riso, escuta, se o viste
É uma frágil forma de defesa:

Por ser pesada a vida e o juízo
Sobre o meu futuro sem fulgor
Eu rio-me por vezes, mas o riso
É uma frágil folga para a Dor.

Arco de Baúlhe, 11 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.allposters.pt.]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Variação sobre verso de Eugénio


"O desejo, esse cão, deixou de me ladrar à porta"
(Eugénio de Andrade)


Perdoai a ausência de antigos furores
E o sono intermitente do desejo -
Ao Tempo não escapam os amores
E, vista a nova idade como a vejo,
Em vez de muitos beijos num só beijo
Pode haver a cor de outras mil cores.

Ribeira de Pena, 09 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem (Eugénio de Andrade por Emerenciano) foi colhida, com a devida vénia, em http://jq.weblog.com.]

Explicação muito adverbial da Paciência


Estoicamente sobrevivemos ao Inverno
Espreitando as mínimas migalhas de luz.
Mansamente recebemos o frio
E dignamente aceitamos o haver apenas o que há
Antes do Verão que juntos veremos (verás).

Delicadamente levo a tua mão à boca
E beijo-te os dedos como se já o sol chegasse
Depois segredo-te um verso indecente sobre o desejo
E atiço a lareira cúmplice da nossa espera.

Estoicamente estamos (somos o que estamos)
Mansamente hibernamos, contudo resistindo
Dignamente expiamos o Verão anterior.

Pela janela, para lá de longe, há o Porvir
(Não te admires, Senhora, por eu sorrir) -

Não obstante as rugas e os cansaços
Ao Verão, amor, ainda chegaremos
Quero dizer, amor, ainda voltaremos
À praia que mereça os nossos passos.

Ribeira de Pena, 09 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem (pintura de Monet) foi colhida, com a devida vénia, em http://www.livre-e-humano.blogspot.com.]

domingo, 8 de janeiro de 2012

A lógica dos mercados


A lógica que presidiu à introdução de portagens nas ex-scut é, em boa verdade, a mesma que determina a subida de taxas moderadoras nos hospitais e centros de saúde (e outros fenómenos semehantes).
No caso das ex-scut, os pregadores neoliberais defendem esse divinizado princípio do "utilizador-pagador". Tretas! O que acontece é as boas estradas serem, afinal, para quem tem dinheiro para as pagar. Para "os outros" (a plebe sem recursos económicos), restam as estradas menos rápidas, menos modernas, menos seguras. Já os antigos diziam: "Quem não tem dinheiro não tem vícios."
Portugal (ou o melhor de Portugal) não é, como se vê, para pobres.

Ribeira de Pena, 08 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.altamiroborges.blogspot.com.]

sábado, 7 de janeiro de 2012

TDT: a portuguesa falta de decoro


Com a cumplicidade (muitas vezes sob a forma de envergonhado silêncio) de gente importante, está em curso uma das maiores vigarices de que a sociedade portuguesa tem sido vítima. Falo da TDT (Televisão Digital Terrestre). É bom que se reflicta um pouco sobre o assunto.
Uma certa patine de indiferença parece acompanhar a ténue discussão. Creio que tal se deve, em grande parte, à circunstância de os opinion makers da lusa paróquia consumirem tv por cabo e de, por isso, não sentirem na pele o problema.
O que se pretende é que muitos portugueses comprem os dispositivos necessários à TDT, sem o que pura e simplesmente perderão o direito (até aqui tido por adquirido) de ver os canais generalistas.
Para além da vergonhosa chantagem que se faz sobre os pobres consumidores de televisão, há este inelutável facto: senhores importantes querem que a plebe pague para patrocinar a mudança decidida pelos ditos senhores importantes.
Acresce que as condições de acesso à TDT não custam o mesmo em todas as regiões de Portugal!
Perceba-se: esta mudança da analógica para a digital terrestre deveria ser paga pelos próprios operadores e pelo Estado (que, através das facturas da EDP, recolhe não despicienda quantia para a televisão pública).
Em boa verdade, os principais prejudicados com a eventual não adesão do público à compra do dispositivo seriam os próprios canais de televisão. A sacrossanta publicidade precisa de público potencial e as televisões precisam da sacrossanta publicidade.
Trata-se de um negócio de milhões. Para milhares de humildes cidadãos, é logo à partida um negócio de perder. Para meia dúzia de espertalhões, é mais uma "janela de oportunidade".
Não tem faltado só bom senso neste processo. Tem faltado decoro.

Ribeira de Pena, 07 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http:www.dinheirovivo.pt.]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Poema de ir andando


A cada manhã enfrento, no viver, a dor
De o temido futuro se me fazer presente.
Mas um pouco de sol me basta, amor
Para acreditar, para ser contente.

Arco de Baúlhe (intervalo para almoço), 06 de Janeiro de 2011.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.ecosdebasto.com.]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Decorar poesia


Por imposição do encenador, alunos de Teatro decoraram poemas de Ruy Belo, Ramos Rosa, Sophia Andresen, Florbela Espanca, Pessoa, Camões. Ouço-os e consola-me a ideia de, por instantes, aqueles filhos de operários-desempregados-administrativos-professores-agricultores-empreiteiros-etc. conviverem, divinamente, com os maiores nomes da nossa língua. Pela sua voz de meninos e meninas, aqueles grandes autores renascem do silêncio a que a Brutidade diária os vai reduzindo, nos vai reduzindo.
Não sinto quaisquer remorsos por esta imposição de encenador. A memória (a física e a simbólica) também se realiza e treina deste modo.
E o direito à literatura faz parte, em meu entender, do direito à cultura e à liberdade.

Ribeira de Pena, 05 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.makeitabetterplaceforus.blogspot.com.]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eternidade é um planeta dentro do coração


Tenho sete anos e driblo, no campo de recreio da Escola do Casal Ferrão, mil colegas, uma árvore, o Tempo. A Dona Angélica vem à porta da sala do rés-do-chão e ordena-nos o regresso à aula. Voltamos ofegantes, com uma ou outra bata suja de erva ou de terra, os sapatos gloriosamente feridos de remates na bola ou no chão. Lá dentro há geografia, aritmética, ditados e histórias em língua portuguesa. O Jaime gosta da Manuela João, a Manuela João gosta de mim, eu gosto da Beatriz, a Beatriz tem olhos azuis e é a mehor amiga da Manuela João. À noite, dá um jogo do Sporting na rádio a contar para a Taça Uefa. Antes de adormecer, tenho de fazer uma cópia que começa assim: "Portugal é grande."
Na manhã seguinte, o dia começa com música radiofónica, cheiro a café com leite e a pão torrado, o meu pai cantando "Não venhas tarde", o cão atrapalhando a nossa pressa, a casa cheia da quotidiana azáfama que não se interromperá senão no sábado.
No próximo sábado vamos a Leiria ver o União de cá contra a União de lá. A tia de Leiria oferece-nos almoço e o tio Zé Melo já pediu dispensa do trabalho para nos acompanhar.
Tenho sete anos e, por esta altura, a eternidade existe. É um planeta meu.

Ribeira de Pena, 04 de Janeiro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.forumcoimbra.com.]

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Triunfo dos tais


Cumprindo o seu Plano Nacional de Leitura, os meus alunos terminaram hoje a leitura integral da primeira obra do ano lectivo de 2011-2012: O Triunfo dos Porcos, de George Orwell, romance concluído em 1943. Sabe-se que o autor tinha em mente, sobretudo, as perversões do estalinismo, um ismo vendido pelo marketing soviético como Felicidace maiúscula, mas que veio afinal a ser (mais) uma indignidade dos homens contra os homens. A revisitação do texto, em voz alta, trouxe-me novas (e actualizadas) analogias que ora me atrevo, neste cantinho de liberdade que é o "Muito Mar", a partilhar convosco.
Tomai, por exemplo, este excerto, que reporta a avaliação de alguns humanos, em visita à Quinta onde, para além de não haver liberdade, os trabalhadores vivem cada vez pior e são obrigados a trabalhar cada vez mais. O senhor Pilkington, em discurso indirecto livre, verbaliza a opinião geral(Cf. George Orwell, O Triunfo dos Porcos, trad. de Madalena Esteves, Lisboa, Publicações Europa-América, 2005, pp.121-122.):
Hoje, ele e os seus amigos tinham visitado a Quinta dos Animais e inspeccionado cada centímetro dela com os seus próprios olhos. E o que é que tinham encontrado? Não só os mais modernos métodos, mas uma disciplina e uma ordem que deveriam servir de exemplo a todos os agricultores em toda a parte. Acreditava estar certo ao afirmar que os animais inferiores da Quinta dos Animais trabalhavam mais e recebiam menos comida do que qualquer outro animal da região. Na verdade, ele e os outros visitantes tinham observado ali muitas medidas que tencionavam introduzir imediatamente nas suas próprias quintas.


Escuso de esmiuçar exegeticamente o texto, tão cristalina é a sua mensagem tro(i)kada por contextos d'hoje. Mas não resisto a recordar parte do último capítulo, justificadamente célebre e recorrentemente recordado (cf. ob. cit., p. 124):
Não havia agora dúvidas sobre o que estava a acontecer às caras dos porcos. Os animais que estavam lá fora olhavam dos porcos para os homens, dos homens para os porcos e novamente dos porcos para os homens; mas já não era possível dizer quem era quem.


Irmãos, agora nós: quem é quem?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Coimbra (fading out)


E agora, homem, que hás-de fazer
Senão continuar
Senão meter o pescoço no jogo diário
Das carroças dos outros
E puxar fazer pela vida?
[Fazer pela vida é andar pelo mar a adiar as ondas.]

E agora, ó escravo, que dirás
Sobre o programado
Senão a versão funcionária da tutela
Que te utili(mini)miza
E te vai pagando as contas?
[A tutela é uma tela em que tu és uma sílaba a mais.]

E agora, Joaquim, que quererás dos dias
Senão os restos
Senão a tarde-noite dos silêncios
E um quarto a fingir de praia
Ou a mão do amor interrompendo o caos?
[O caos é este muro sujo entre mim e a poesia.]

Coimbra, 02 de Dezembro de 2012.
Joaquim Jorge Carvalho
[Foto VLOSC (com recurso a temporizador).]

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sabor com sol dentro


"Já viste a quantidade de sol que há dentro de uma laranja?" (Bernardo Santareno, Restos.)
Estive muito doente durante quatro dias. Virose lhe chamou a médica que me atendeu, ao segundo dia de sofrimento. Com a medicação não se resolveu logo o assunto porque, por um lado, perco absolutamente o apetite e, por outro, o meu frágil organismo não suporta comprimidos sem se encontrar devidamente alimentado. À febre, ao frio, às horríveis dores de estômago, à quase vontade de morrer - sucedeu finalmente a espantosa ressurreição de mim inteiro: com forças para me levantar, com ganas de rir, com vontade - enfim - de comer.
Aconteceu-me, durante o tempo da tortura, ter desejos talvez comparáveis aos das mulheres grávidas. Apeteceu-me, por exemplo, sumo de ananás ou laranja, chocolate, alguns frutos (cozidos ou crus). Deixai-me destacar a clementina.
Num intervalo do meu silêncio sofrido, pedi à MP isso mesmo: uma clementina. Ela desaconselhou-me a ideia. Expliquei-lhe que era apenas para ter, durante alguns segundos, um pouco desse sumo maravilhoso entre os lábios. Ela concedeu. E, durante uma inteira noite, eu beneficiei da vizinhança de uma clementina, ali sobre a mesa-de-cabeceira, como um sol saudável iluminando e aconchegando a minha fragilidade mortal.
Quando melhorei, enfim, devorei-a. E é esse momento divino (no sentido verdadeiramente religioso de "divino") que justifica esta crónica, a primeira de 2012. Tão fácil se torna perceber, na euforia do regresso ao mundo dos vivos, que os maiores prazeres podem ser simples e naturais. Enquanto o corpo e o sumo do fruto me invadiam boca, garganta, sangue, ocorreu-me que da vida deve apetecer-nos, essencialmente, que tenha o sabor luminoso da clementina.

PS: O meu sogro, Mestre João, faria hoje 80 anos, se fosse vivo. Esta crónica é-lhe (mais uma vez) dedicada.

Coimbra, 01 de Janeiro de 2011.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.ervanariasaudenatural.blogspot.com.]

sábado, 31 de dezembro de 2011

Muito Mar para 2012


Este blogue nasceu durante o ano em que fui abençoado com uma licença sabática. Pude dedicar-me a cem por cento ao estudo e à escrita, como um daqueles sábios antigos que os reis (ou alguns nobres) sustentavam. Foi um tempo glorioso que nunca poderei esquecer e não deixo de agradecer à Fortuna.
O "Muito Mar" serviu-me, de início, apenas para desabafar, assim temperando de convívio e partilha aquela solidão medieval em que (gratamente) residi no dito ano sabático.
Mas depois tornou-se numa espécie de casa (corrijo: Casa) onde me sinto bem. Esta espécie de dever auto-imposto obriga-me ao exercício higiénico da crítica, da reflexão, do comentário - e é também um precioso meio de divulgação da minha literatura minha. Da minha literatura nossa. Da minha literatura vossa. Da nossa literatura nossa.
No final do 2011, quero agradecer aos leitores do Muito Mar as tantas visitas com que honraram este espaço. Em boa verdade, o número de cúmplices desta marinhagem tem excedido as melhores expectativas. Obrigado!
O ano de 2011 foi um ano importante da minha vida - entre outros aspectos (positivos e negativos, com mortes e nascimentos essenciais), houve esse dia 25 de Julho em que defendi, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra, a minha tese de doutoramento em Literatura Portuguesa. Antes de rumar à Universidade, passei pela casa da mãe, como mentalmente faço a todas as horas e pedi à MP que registasse fotograficamente o encontro. (A minha mãe, assim que eu saí, deve ter acendido uma vela a Nossa Senhora, como faz sempre que as suas crias mais precisam.)
Queridas amigas, queridos amigos:
Espero continuar a ter-vos comigo (aliás, com o nosso Mar) no próximo ano.
Abraço - para todos - do tamanho do Sol!

Coimbra, 31 de Dezembro de 2011.
Joaquim Jorge Carvalho
[Foto MPC.]