Bússola do Muito Mar

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Número de Ondas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Apografia 18: Silêncio


Dia muito quente em Coimbra. Corrida pelas seis e meia da tarde, no Choupal. Fiz a “volta grande” e a “volta pequena”, quase seguidas. Uma hora e cinco minutos de suor honesto. É um consolo quando, a meio do percurso, a ramagem de mil árvores nos protege do sol. Igualmente gratificante é esta suspensão do ruído que, por instantes, percebo e invariavelmente me agrada. Creio que o corredor solitário é, por natureza, um experimentador de limites.

Penso: o pior da solidão é talvez o silêncio. Mas o melhor da solidão é também o silêncio. Há, portanto, um silêncio bom e um silêncio mau.
Eu preciso regularmente do meu silêncio bom – umas vezes para pensar, outras vezes (diabo de paradoxo!) para não pensar.


Coimbra, 19 de Agosto de 2013.
Joaquim Jorge Carvalho
[A imagem foi colhida, com a devida vénia, em http://www.reocities.com.]

1 comentário:

Menina Marota disse...

"...
Penso: o pior da solidão é talvez o silêncio. Mas o melhor da solidão é também o silêncio. Há, portanto, um silêncio bom e um silêncio mau.
Eu preciso regularmente do meu silêncio bom – umas vezes para pensar, outras vezes (diabo de paradoxo!) para não pensar."

Eu também!